segunda-feira, 19 de setembro de 2011

CRÔNICAS JAGUARUANENSES

O ESCÁRNIO DA POLÍTICA JAGUARUANENSE



            Todo jaguaruanense que acompanha a política local, sabe que as campanhas políticas no pleito municipal são verdadeiros espetáculos de achincalhação, de abuso econômico e ações criminosas. A politicagem jaguaruanense é uma endemia metaforicamente simbolizada por câncer em processo de metástase. Quando se diz isso, não se diz sem parâmetro algum, mas sim algo histórico e enraizado no nosso consciente coletivo. Essa constatação encontra reflexo num artigo interessantíssimo escrito (pasmem!) no dia 2 de Agosto de 1925 pelo hebdomadário aracatiense A Região de propriedade do Sr. Ezequiel Silva de Menezes, dentro de uma série de reportagem denominada: Impressões de uma viagem ao Baixo-Jaguaribe – União, que traz o seguinte trecho: “Parece-nos que a administração municipal se limita a cobrar os impostos dos contribuintes e pagar aos seus funccionarios. A politicagem, que ali campeia continuamente, prejudicar o desenvolvimento de terra tão rica”. O artigo jornalístico é a visão de uma pessoa de fora que através de sua observação traçou um diagnóstico preciso ao doente (Jaguaruana). De 1925 para cá pouco se mudou no ponto de vista da politicagem. Aliás, nosso atraso urbano, social, econômico e cultura estão umbilicalmente ligados a existência desta anomalia política; mesma constatação obtida pelo autor da notícia que já completou 86 anos de sua publicação!

            As campanhas políticas de Jaguaruana são como se o município vivesse um período de trevas, os princípios constitucionais são destruídos pela prepotência dos que deviam zelá-los, a violência eclode gratuitamente de todos os cantos e o comércio de votos joga pelo ralo a essência da democracia. Além disso, a cultura das cartas fantasmas que surgem por baixo das portas nas madrugadas cálidas de nossa cidade é o sinal de um banditismo que se oculta na abjeta covardia. No ano de 2012, haverá mais um pleito e é preciso que se amadureça nesse comportamento. Os eleitores não devem tolerar e nem dar crédito a práticas imundas advindas do banditismo político.

            O progresso tão almejado pelos munícipes só se tornará corpóreo quando extirparmos a politicagem jaguaruanense e zurzirmos os arautos deste banditismo político que até hoje ainda macula nossa honra.  

Um comentário:

  1. É triste saber que mesmo depois de tantos anos a história política de nossa querida Jaguaruana permanece inalterada, é como se o futuro estivesse acorrentado ao passado...

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