sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DOS FILHOS DESTE SOLO

FENELON ALMEIDA
            Dia 3 de abril de 2001, regressou à Pátria Espiritual nosso companheiro Fenelon Almeida, jornalista dos mais respeitáveis da imprensa cearense. Nasceu  em 1o de julho de 1918, na cidade de Jaguaruana, CE, filho de José de Almeida Sobrinho e D. Francisca Elisa de Almeida. Estudou no Seminário da Prainha, em Fortaleza, convivendo com o então padre Hélder – D. Hélder Câmara – e outros sacerdotes de grande valor.
            Deixando o Seminário, para ganhar a vida, Fenelon Almeida percorreu várias capitais brasileiras. Voltando a Fortaleza, fundou o jornal “Estudos”, juntamente com os intelectuais Hodson Meneses, Freitas Nobre e Antônio Bezerra. Em 1948, ingressou no jornal “O Povo” destacando-se logo por suas reportagens de impacto, com sua vocação de repórter, sempre abordando assuntos de grande interesse da coletividade, cuja tônica principal era o humanismo. Dizia Fenelon: Todo repórter consciente de sua função social pode e deve fazer humanismo, pregar e propagar humanismo, disseminá-lo pelos caminhos da profissão. Mas, para isso, há de manter o espelho bem polido, para evitar seja deformada a imagem da vida por ele refletida. Com imagens distorcidas ou desfocadas da realidade social, visando a tirar proveito próprio ou levar vantagens a terceiros – melhor seria a tal repórter mudar de profissão. Organizou e fundou o Departamento de Pesquisa do jornal “O Povo”. A vocação de repórter jamais o abandonou. Suas reportagens de impacto na imprensa cearense, transformam-no em repórter-escritor. Reuniu em livros: - As Vozes da Seca - , um importante estudo sobre a música popular e as secas no Nordeste; valiosa fonte de pesquisa para os estudiosos do nosso folclore e da música popular; - Jararaca, o cangaceiro que virou “santo” – reportagens sobre o ataque de Lampião à cidade de Mossoró; - Nessa estrada eu caminhei – com quase 300 páginas, enfeixando outras grandes reportagens e entrevistas palpitantes, abordando temas relevantes, de cunho humano, social e cultural.
            Foi contemporâneo da fase realmente heróica da história da imprensa cearense, da qual participaram: Adaucto Gondim, Aníbal Bonavides, Gerardo Brígido, Antônio Girão Barroso, Caio Cid, Durval Aires, Peri Augusto, Luciano Carneiro, Ciro Colares, Paulo Bonavides, Arabá Matos, Abelardo Montenegro, Antônio Tavares, José Júlio Barbosa, Blanchard Girão, Haroldo Holanda, Alberto Leal Nunes, Pádua Campos, Eutímio Moreira, Walter Moreno, Luciano Barreira, Morais Né, Edmundo de Castro, Lúcio Lima, Deusdedith Sousa, Olavo de Sampaio, Manoel Lima Soares (Néo), Dórian Sampaio, Carlos Pontes, Alberto Galeno, Delmondez Neto, Bruno Maia, Stênio Lopes, Amarílio Furtado de Aquino, Odalves Lima Luís Edgar de Andrade, Juarez Timóteo e outros.
            Fenelon Almeida regressou ao plano espiritual depois de 83 anos de constantes labutas em prol dos menos favorecidos, deixando o exemplo     do heroísmo dos teimosos, como diria Jáder de Carvalho.


Sobre sua morte:
2001 - abril - 03 - Morre, às 9h, no Hospital Regional da Unimed, em Fortaleza, vítima de tumor cerebral, aos 80 anos de idade, o jornalista e escritor Fenelon de Almeida, sendo sepultado no dia seguinte no Cemitério Jardim Metropolitano.
Fenelon era cearense de Jaguaruana e exerceu o jornalismo desde 1948, quando ingressou no jornal O Povo, onde foi o criador do Departamento de Pesquisa, hoje Banco de Dados.
Fonte de Consulta:

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