quarta-feira, 14 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
CRÔNICAS JAGUARUANENSES
INTROSPECÇÃO
CITADINA
Jaguaruana, meu berço fulgurante,
nos dias que se aproximam de seu aniversário, fiquei imbuído por uma
introspecção. Bem da verdade não seria um mergulho em mim, mas é como se eu me colocasse
no lugar da cidade e esboçasse uma introspecção citadina. E como em toda
avaliação, ainda esta seja um tanto esdrúxula, surge inúmeras indagações que
por incrível que pareça continuam sem respostas, apesar de nossa história tão
longeva. Estamos à véspera de uma nova eleição municipal e esta introspecção
citadina é importante ser feita por todos os cidadãos jaguaruanenses. Alguns
talvez vão dizer que seja cedo fazer qualquer avaliação eleitoral, ainda mais
se não há a formação de um quadro político definitiva para o embate. A estes eu
digo que a introspecção não está preocupada em nomear pessoas ou denominá-las
como mocinhos ou vilões, é algo mais pessoal, ou melhor, mais cidade, se assim
posso me expressar. Seria o conflito do “eu”, como se este “eu” – reitero –
fosse Jaguaruana.
Cada munícipe deve montar mnemonicamente
o seu retrato de cidade. Isso que descrevo aqui pode parecer algo onírico,
idéias alicerçadas em bases incorpóreas, cuja sustentação dilui-se ao menor
confronto com a realidade. Engana-se o leitor que entender por este prisma.
Quando uso a palavra introspecção, apesar do viés psicológico, a sua aplicação
tem um efeito direto na esfera realística de nosso cotidiano. Particularmente,
tenho pensado demasiadamente em fomentar um grupo de discussão política (sob a
luz da ciência política) e de formular um documento de intenções que poderia
ser assinado e registrado em cartório por todos os candidatos ao Paço
Municipal, também sei que não disponho desse tempo. Por isso no momento queria
sugestionar aos amigos, colegas e todos os jaguaruanenses essa introspecção
tecida no silêncio de cada íntimo.
Agora de nada vai adiantar essa
introspecção citadina, se a mesma adormecer na omissão que reproduzimos no
dia-a-dia. Ela deve demonstrada nas ações políticas que cabem ao cidadão, na
formação da opinião pública local e, sobretudo, nas plataformas políticas dos
possíveis candidatos. Nesse dias festivos de aplausos e alegria, não vai custar
nada a qualquer cidadão tentar – cada um do seu modo – personificar “Jaguaruana”
dentro de si.
Lira Jaguaruanense
GRACIOSA ORQUÍDEA DO VALE (JAGUARUANA)
Ó Terra que se adorna de histórias
Alimentando-se de sua força varonil
Cada ser humano desta terra
É uma estrela a brilhar pelo Brasil.
Graciosa orquídea deste Vale
Que se banha no velho Jaguaribe
A sua história é cercada de coragem
Ao vencer o inimigo e a diatribe
Tendo por escopo a liberdade
Voando por sobre adversidade
Semelhante a briosa abibe.
Ó Terra que se adorna de histórias
Alimentando-se de sua força varonilCada ser humano desta terra
É uma estrela a brilhar pelo Brasil.
Graciosa orquídea deste Vale
Sua riqueza transborda no olharNas carnaúbas sublimes e frondosas
Que se ver espalhadas por todo lugar
Na sua cultura robusta e marcante
De uma gente guerreira e atuante
Que constrói sua poesia no tear.
Ó Terra que se adorna de histórias
Alimentando-se de sua força varonilCada ser humano desta terra
É uma estrela a brilhar pelo Brasil.
Graciosa orquídea deste Vale
Devagar vai fazendo o seu porvirHasteando a bandeira da labuta
Conjugado com o verbo progredir
Sem esquecer as glórias do passado
Cada filho deste torrão amado
Que não conhece a palavra desistir.
Ó Terra que se adorna de histórias
Alimentando-se de sua força varonilCada ser humano desta terra
É uma estrela a brilhar pelo Brasil.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
LIRA JAGUARUANENSE
TROVAS SERTANEJAS
Fui criado com feijão
Carne velha, ovo, alfenim
E assistindo o Casimiro
Do brincante Garranchim.
Eu já fui um espadachim
Minha espada era de taloDa saudosa carnaúba
Que também fazia cavalo.
Nesta rede que me embalo
Num balanço bem bacanaUma rede tão gostosa
É lá de Jaguaruana.
Neste povo reina a gana
Que exercita a sua féNa missa da Serra Dantas
Que vai do topo ao sopé.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
LIRA JAGUARUANENSE
RUA PADRE ROCHA
Deitada sobre uma onça adormecida
Subitamente, fica embriagado com êxtase
E imbuído por uma paixão vadia
Ó ruazinha que sofre de escoliose
Ainda amo-te assim mesmo, ó rua tortinha
Não tão torta como se diz
Mas assim como um pedaço de linha
Que se enrolou num novelo infeliz.
domingo, 14 de agosto de 2011
LIRA JAGUARUANENSE
TROVAS SERTANEJAS - II
Doce bom é quebra-queixo
Feito pelo Seu “Manel”(*)Faz mulé pegar marido
E dá juízo pro argel.
A abelha que faz o mel
No pote que morre a sedeE é da mão de um tecelão
Que nasce a querida rede.
A minha trova é parede
Duro que nem uma ripaVou comer no Serafim
Um prato cheio de tripa.
Quero dar uma chulipa
Neste tempo-crocodiloDando um salve bem sonoro
Ao saudoso Mestre Nilo.
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(*) Nome abreviado do grande Doceiro Popular Manoel Martins de Almeidasegunda-feira, 8 de agosto de 2011
LIRA JAGUARUANENSE
TROVAS SERTANEJAS
Eu vinha com a castanha
E você com o caju
Eu pegue três avoantes
E você pegou um nambu.
No fogão só tem angu
No quintal só tem capote
Minha cerca é de mourão
No meu poço tem caçote.
Se a noitinha vou pro xote
Vou calçado de galocha
Pra passar o “Serafim”(*)
Rumo a Rua Padre Rocha.
Eu vi uma cabrita mocha
Na estrada do São José
A menina quando apronta
Tá querendo ser “mulé”.
Foi na fazenda Mundé
Que tomei banho de lataComida quando malfeita
Não se encosta nem barata.
Mas coisa boa é mulata
Que requebra no forróFaz chover no meu sertão
Passa a perna no coió.
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(*) O nome dado ao trecho do Rio Jaguaribe na cidade de Jaguaruana-Ceará, mas precisamente próximo ao Taboleiro e Carnaubal.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
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