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terça-feira, 29 de maio de 2012

CURIOSIDADES JAGUARUANENSES

O trecho abaixo é um documento raro, retirado do livro Data e factos para a história do Ceará, Volume 2, página 186 do grande historiador Barão de Studart. Trata-se de uma ata da Câmara de Vereadores de União, cujo teor é a emancipação política. Neste documento, comprova-se que Jaguaruana tem aproximadamente 146 anos 7 meses e 29 dias. Ou seja, em 2015 nossa cidade completará 150 anos de emancipação política, vale salientar que 2013 será o 150 anos da emancipação religiosa. Eis o trecho:


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

CRÔNICAS JAGUARUANENSES

O ESCÁRNIO DA POLÍTICA JAGUARUANENSE



            Todo jaguaruanense que acompanha a política local, sabe que as campanhas políticas no pleito municipal são verdadeiros espetáculos de achincalhação, de abuso econômico e ações criminosas. A politicagem jaguaruanense é uma endemia metaforicamente simbolizada por câncer em processo de metástase. Quando se diz isso, não se diz sem parâmetro algum, mas sim algo histórico e enraizado no nosso consciente coletivo. Essa constatação encontra reflexo num artigo interessantíssimo escrito (pasmem!) no dia 2 de Agosto de 1925 pelo hebdomadário aracatiense A Região de propriedade do Sr. Ezequiel Silva de Menezes, dentro de uma série de reportagem denominada: Impressões de uma viagem ao Baixo-Jaguaribe – União, que traz o seguinte trecho: “Parece-nos que a administração municipal se limita a cobrar os impostos dos contribuintes e pagar aos seus funccionarios. A politicagem, que ali campeia continuamente, prejudicar o desenvolvimento de terra tão rica”. O artigo jornalístico é a visão de uma pessoa de fora que através de sua observação traçou um diagnóstico preciso ao doente (Jaguaruana). De 1925 para cá pouco se mudou no ponto de vista da politicagem. Aliás, nosso atraso urbano, social, econômico e cultura estão umbilicalmente ligados a existência desta anomalia política; mesma constatação obtida pelo autor da notícia que já completou 86 anos de sua publicação!

            As campanhas políticas de Jaguaruana são como se o município vivesse um período de trevas, os princípios constitucionais são destruídos pela prepotência dos que deviam zelá-los, a violência eclode gratuitamente de todos os cantos e o comércio de votos joga pelo ralo a essência da democracia. Além disso, a cultura das cartas fantasmas que surgem por baixo das portas nas madrugadas cálidas de nossa cidade é o sinal de um banditismo que se oculta na abjeta covardia. No ano de 2012, haverá mais um pleito e é preciso que se amadureça nesse comportamento. Os eleitores não devem tolerar e nem dar crédito a práticas imundas advindas do banditismo político.

            O progresso tão almejado pelos munícipes só se tornará corpóreo quando extirparmos a politicagem jaguaruanense e zurzirmos os arautos deste banditismo político que até hoje ainda macula nossa honra.  

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CRÔNICAS JAGUARUANENSES


INTROSPECÇÃO CITADINA

  

Jaguaruana, meu berço fulgurante, nos dias que se aproximam de seu aniversário, fiquei imbuído por uma introspecção. Bem da verdade não seria um mergulho em mim, mas é como se eu me colocasse no lugar da cidade e esboçasse uma introspecção citadina. E como em toda avaliação, ainda esta seja um tanto esdrúxula, surge inúmeras indagações que por incrível que pareça continuam sem respostas, apesar de nossa história tão longeva. Estamos à véspera de uma nova eleição municipal e esta introspecção citadina é importante ser feita por todos os cidadãos jaguaruanenses. Alguns talvez vão dizer que seja cedo fazer qualquer avaliação eleitoral, ainda mais se não há a formação de um quadro político definitiva para o embate. A estes eu digo que a introspecção não está preocupada em nomear pessoas ou denominá-las como mocinhos ou vilões, é algo mais pessoal, ou melhor, mais cidade, se assim posso me expressar. Seria o conflito do “eu”, como se este “eu” – reitero – fosse Jaguaruana.

Cada munícipe deve montar mnemonicamente o seu retrato de cidade. Isso que descrevo aqui pode parecer algo onírico, idéias alicerçadas em bases incorpóreas, cuja sustentação dilui-se ao menor confronto com a realidade. Engana-se o leitor que entender por este prisma. Quando uso a palavra introspecção, apesar do viés psicológico, a sua aplicação tem um efeito direto na esfera realística de nosso cotidiano. Particularmente, tenho pensado demasiadamente em fomentar um grupo de discussão política (sob a luz da ciência política) e de formular um documento de intenções que poderia ser assinado e registrado em cartório por todos os candidatos ao Paço Municipal, também sei que não disponho desse tempo. Por isso no momento queria sugestionar aos amigos, colegas e todos os jaguaruanenses essa introspecção tecida no silêncio de cada íntimo.

Agora de nada vai adiantar essa introspecção citadina, se a mesma adormecer na omissão que reproduzimos no dia-a-dia. Ela deve demonstrada nas ações políticas que cabem ao cidadão, na formação da opinião pública local e, sobretudo, nas plataformas políticas dos possíveis candidatos. Nesse dias festivos de aplausos e alegria, não vai custar nada a qualquer cidadão tentar – cada um do seu modo – personificar “Jaguaruana” dentro de si.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

CRÔNICA JAGUARUANENSE


Fala-se na necessidade de um deputado estadual filho da terra, contudo essa iniciativa não nasce de um dia para o outro. O problema de algumas lideranças políticas que se candidatam ao cargo é que querem ia ao céu sem a prece, ou seja, não constroem um trabalho político conciso e querem que os eleitores embarquem nas suas lutas quixotescas. Quem trabalha com política sabe que uma liderança política a nível estadual tem que aglutinar ao seu redor força política de peso. Além disso, é preciso fazer seu nome na comunidade, na cidade e na região. Quando me refiro a fazer o seu nome não é fazer assistencialismo pirotécnico e nem estar na mídia local. Inicialmente é costurar parceria com lideranças locais, ser ponte de projetos sociais entre comunidades e governo, construindo laços políticos com nomes fortes no cenário político estadual e federal. A exemplo, das escolas de samba que começam a trabalhar para o próximo desfile na quarta-feira de cinzas. Os candidatos jaguaruanenses são iguais a peru de natal morrem de véspera. Mas por quê? Ora porque acham que a política só se processa nas vésperas e nas eleições, esquecendo que a política sobrepõe o tempo e o espaço.

Um grande exemplo que simplifica isso vem de um grande político chamado Luiz Inácio Lula da Silva, quando perdeu sua primeira eleição; sabe o que ele fez? Primeiramente ele entendeu que pouca gente o conhecia, não sabiam de sua história e nem tampouco entendiam seus planos políticos. Ali nascia a Caravana da Cidadania onde ele rodou todo o país se apresentando para o povo, inclusive esteve em Jaguaruana. Nessa viagem, ele nem se apresentava como candidato, mas sim apenas como um ativista das causas sociais. Não deu outra! Isso é lógica política!

Entendo que neste momento, aliás, em todos os momentos é primordial um representante de nossa terra genuinamente filho daqui, contudo não podemos colocar qualquer um só porque se diz filho de Jaguaruana. O buraco é mais embaixo! Tem que ser uma pessoa preparada, politicamente conciliadora e, sobretudo, democrática. Uma pessoa que não precisa de pirotecnia e nem esbanjamento de dinheiro para se mostrar que é o nome certo, contudo tem que ser presente – se possível onipresente. Que apresente uma plataforma de governo coerente (o que é mais difícil) e transmita confiança! Não adianta nessas horas dizer que um deputado jaguaruanense iria resolver alguma coisa; eu duvido. Já tivemos e nem por isso nossa cidade foi lembrada e muito menos beneficiada com alguma coisa; a história está aí para provar!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

POLÍTICA JAGUARUANENSE


Nomes para concorrer às eleições eclodem aos montes, contudo nenhum nome propõe mudanças significativas para Jaguaruana. Quero saber do plano de governo para cidade, ações sérias e que se coadunam com a nossa cidade. Nada de coisas mirabolantes e anos-luz distantes de nossa realidade. Nada de figuras manipuladas no “Photoshop” que ilustram beleza e ocultam (nas entrelinhas) um estelionato político. Está na hora do povo não aceitar os discursos polidos e exigir as ações que transcendem a retórica. É preciso banir o vernáculo “mentira” do dicionário da política jaguaruanense.

Outro fato que me causa asco são essas picuinhas de rivalidades políticas. O atraso de nossa cidade está nisso, nessa estupidez de ver um conterrâneo como um inimigo político. Quem vota no “A” tem seus motivos, quem vota no “B” também e assim sucessivamente. Ninguém é rebanho de gado para seguir na mesma estrada! Cada um escolhe a sua opção segundo o seu raciocínio e responde por seus atos.

Vamos fazer do pleito de 2012 um ato democrático ungido pela paz e a liberdade de escolha. Queira Deus que não haja violências físicas e verbais, nem muito menos o abuso de poder econômico. Nem as cartas apócrifas que difamam pessoas, tirando-lhe o princípio da presunção da inocência e ampla defesa! Quem apóia essas práticas criminosas, criminoso também é. Rezemos para que Deus dê discernimento aos políticos jaguaruanenses e nós os eleitores.    

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CRÔNICAS JAGUARUANESES

POLÍTICA JAGUARUANENSE

O filósofo de Estagira, conhecido por Aristóteles afirmou, certa vez, que o ser humano é um animal político. Na visão aristotélica o cerne da política seria os esforços humanos para se conseguir a felicidade coletiva da Pólis (cidade). A política numa pequena conceituação a arte que busca o bem comum. Contudo em Jaguaruana essa palavra fora distorcida e considerada extremamente prejudicial ao desenvolvimento de uma cidade. Por muito tempo e ainda no presente, a política é utilizada para perseguir, destruir e perpetuar pessoas no poder. Meu torrão tornou-se refém daquilo que podia ser a sua redenção.  Muitos facínoras governaram minha cidade com propósitos pessoais e total detrimento da coletividade. O atraso é um cônjuge de minha cidade, vagueia por todos os lados. Ainda que indesejável por uma parte do povo, o atraso é uma figura pitoresca que não sai da boca dos antropófagos incultos.
E fica uma indagação no ar: quando o meu povo conheça a verdadeira face da política definida por Aristóteles?  

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CRÔNICAS JAGUARUANENSES

SALVEM AS NOSSAS REDES!

Um projeto de lei para redução do ICMS sobre doze setores da Indústria já ronda a Assembléia Legislativa com iminência de ser aprovado com brevidade. A imprensa cearense anuncia com estardalhaço e em letras garrafais. Houve outras reduções do ICMS em diversos outros setores, inclusive no diesel utilizado pelos ônibus coletivos interurbanos, lembram? O governo tem sinalizado, ainda que muito tímido, com uma desoneração tributária e é algo que eu aplaudo com júbilo, mesmo não concordando com a forma e as prioridades que o governo vem tomando nessas reduções.
O que eu tenho ficado enfurecido é com a inércia da classe política jaguaruanense em não defender a redução do ICMS sobre a fabricação de redes de dormir. O momento atual tornou-se propício para essa reivindicação, porém não se ver ninguém nem da situação e nem da oposição mover um dedo sobre a questão. Enquanto isso a nossa típica atividade econômica vai agonizando e trilhando a extinção definitiva. Tenho pensando em mandar um ofício ao Governador para tratar do assunto, mas não tenho cacife político e minha solicitação se tornará inútil. Então convoco a classe empresarial para redigir uma carta de solicitação e exigir uma audiência com o governo. Convocando também o Prefeito, vereadores e os representantes políticos para sensibilizar o governo estadual no sentido de contemplar a rede de dormir nessas políticas tributárias de redução
É preciso desarmar os rancores políticos e todos darmos a mão em prol de nossa economia, afinal a vitória que há de vir não será de “A”, “B” ou “C” e sim de toda a Jaguaruana!